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segunda-feira, 23 de julho de 2012

Polícia investiga homicídio de assentada

O superintendente Regional do Incra na Bahia, Marcos Antônio Silva Nery, divulgou nota lamentando o assassinato da assentada Genilce Pereira dos Santos, de 59 anos. Ela foi morta na quarta, no assentamento agrário Frei Vantuy.


A mulher foi assassinada a golpes de marreta. Testemunhas afirmam que o assassino é gente que mora no próprio assentamento e que o crime está relacionado à disputa pela posse da terra.


O superintendente Marcos Antônio lamentou o crime e informou que a Unidade Avançada do Incra, em Itabuna, está tomando as providências possíveis em auxílio aos familiares de Genilce Pereira e os assentados.


Marcos Antônio disse que a notícia chocou e surpreendeu, visto que, no dia 22 do mês passado, uma equipe de supervisão ocupacional do Incra da Bahia fez um acordo de convivência pacífica entre dois grupos de assentados.


O objetivo foi apaziguar os conflitos existentes, numa reunião que envolveu as 41 famílias assentadas da área. O Incra já detectou ocupação irregular de lotes da reforma agrária e disputa pela gestão do local.


Segundo a presidente da Associação de Moradores do assentamento, Maisa Fontana, Genilce Pereira vinha sendo ameaçada de morte. Por isso, ela decidiu deixar o cargo de secretária da associação em janeiro.


As ameaças começaram depois que Genilce fez uma série de denúncias ao Incra sobre irregularidades cometidas por alguns assentados. Muitos moravam no local, mas trabalhavam em outras propriedades.


A mulher denunciou também a compra e venda de lotes no assentamento Frei Vantuy. A Polícia Civil de Ilhéus encontrou uma marreta, possivelmente usada para cometer o crime.


Genilce Pereira morava no assentamento há 14 anos e seu assassinato está sendo investigado pela Polícia Civil de Ilhéus. A presidente da Associação, Maisa Fontana, afirmou que também vem sofrendo ameaças.

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